quarta-feira, 5 de junho de 2013

constante;



Todo dia nos deparamos com inúmeras pessoas, para cada uma damos um pouco de nós e levamos um pouco delas. As pessoas ficam em nossa vida por um tempo indeterminado, ninguém pode prever quando elas irão embora ou por quanto tempo ficarão conosco.
Muitos de nós passam grande parte da vida procurando um amor de verdade, uma pessoa para ficar do lado ''para sempre'', mesmo que esse amor seja encontrado, não estamos o tempo todo com ele, assim como não estamos com nossos amigos e até mesmo com nossa família constantemente.
Só há uma pessoa no mundo inteiro que está ao nosso lado em qualquer instante e a qualquer momento. Uma pessoa que muitas vezes é deixada de lado, que é a principal atingida com nossas más atitudes, mentiras, ilusões, frustrações. Sem nos darmos conta disso, insistimos sempre em não olhar a fundo quem ela é, qual o seu verdadeiro jeito de ser.
Desde que nascemos está ao nosso lado e muitas vezes não enxergamos, preferimos ocultá-la e usamos de muitos artifícios para que sua presença não seja notada. Por mais que se conviva muito com alguém, nem se compara o que vivemos com ela. Sabe todos nossos pensamentos, sabe de todas nossas máscaras, vícios e virtudes.
Não há como mentir, não há como fugir. Sabe todos nossos pensamentos e de cada segundo de nossas vidas. Esteve presente em todos os acontecimentos que nos transformou no que somos hoje. Mas como seríamos felizes se aprendêssemos a amar primeiro essa pessoas, valorizá-la de fato. Não descobriu ainda quem é? Olhe-se no espelho.

''Afinal, no final, é só entre você e você mesmo.''

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Trilha sonora...

Todos temos músicas que marcaram nossa vida. Sim, todos. Seja uma música brega do tiririca, Florentina quem sabe.. Ou até mesmo aquelas músicas super demais, tipo Beatles. O fato é que tem músicas que expressam tudo o que estamos sentindo ou sentimos em determinado momento.
Tem música efeito teletransporte, te leva pra outra época, para outros amores, outros amigos, outros ares...
Algumas doem, doem muito... Diria eu que doem mais do que cortar o dedo em folha de ofício!
Mas fazem parte da nossa história e da nossa subjetividade. Não tem o que fazer! Assim como exatamente tudo, mas tuuudo que vivenciamos nos transforma no que somos hoje. Paciência.
A tua segurança, tua fé, tua esperança, o otimismo, a confiança... Tudo é respaldo daquilo que aconteceu. Inevitável. Você é o que você vive. Assim como uma música pode lembrar algo bom ou ruim, podemos ter marcas em nossa vivência que nos trazem muitos sentimentos. E oque fazer? HAHA gostaria muito de saber... Na minha super inteligência e mega experiência de vida, de quase 21 anos, diria eu, que a única maneira de tentar ser feliz e seguir adiante, quando nossa trilha sonora não está legal, é aprender a conviver com aquilo te machuca. Falar, conversar com um amigo, escrever, quebrar meia dúzia de pratos, sei lá, algo que faça você se acostumar com aquilo que você é, com aquilo que tem dentro de você e ficará lá pra sempre. É um recurso maravilhoso do cérebro humano, ir amenizando sentimentos.. .Mas enquanto isso não acontece com sua massa cinzenta, tenta.
Mas enfim, toda essa ladainha pra dizer que todo mundo tem uma música especial, que diz muito sobre si num geral. A minha é essa:
Essa música não me remete a nenhuma situação em específico ou para alguém além de mim. Me faz refletir, me faz pensar. Me faz pensar que a vida é isso, uma estrada em direção a algum destino que não se sabe qual é, nós só precisamos ir... Uma estrada tão confusa quanto a América Central, pois nunca sabemos se o lado da bifurcação que pegamos é o que nos leva para o lugar melhor.. É pensar ''se eu tivesse ido pelo outro lado''.. É nunca ter certeza, sobre nada! É não saber até que ponto você aguenta, até que ponto o motor vai funcionar...
E nessa infinita Highway muitas vezes estamos acompanhados, nada melhor. Mas no fundo sabemos que no final é entre você e você mesmo, eu e eu mesma. Que você é quem nunca irá te abandonar, até mesmo por que não pode... Então continua, olhos muitas vezes lacrimejando, seja pela velocidade, pelas perdas no meio do caminho, pela falta de objetivo, pelo medo do próximo trecho. Está ali e vai continuar ali..














segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

#chateada



Você fala que não vai criar expectativas, falsas esperanças. Está tudo sob controle.
Mas, não adianta.
Não adianta por que você tem que fazer as coisas acontecerem, tem que ir atrás do que quer, tem que tomar as devidas providências e independente da vontade de acreditar que pode ser possível ou não, a esperança está ali, inevitavelmente. 
Você abre mão de coisas que você sabe que em breve te farão muita falta, se organiza, planeja.Tenta.
E não dá certo...
Mesmo com toda conscientização inicial, dos pés no chão e aquela coisa toda, a frustração do 'quase' é algo inevitável. É emoção, é sentimento e é involuntário.
Aí começam os ''não era pra ser'', ''não era da vontade de Deus'', ''não estava no teu destino'' ou ''você terá outras oportunidades''... 
Mas não adianta, meu coração pelo menos, cheio de vontade, não aceita todo esse conformismo. Poxa, que raiva eu tenho do ''não era pra ser'', como assim não é pra ser? E quem decide isso? 
Não consigo ver a vida de outra forma se não a nossa própria construção, o resultado que obtemos é referente àquilo que fizemos, logo esses jargões para mim não se encaixam. 
Se algo não deu certo, foi por incompetência minha, eu não tive café no bule (?) suficiente, não fui boa o bastante pra alcançar determinado objetivo e não posso simplesmente jogar a culpa em Deus ou no universo que não queriam que isso viesse acontecer.
Incompetência, destino ou força superior a parte, a frustração fica, as lembranças de algo que não chegou acontecer, o desejo reprimido, as fotos que não foram tiradas, a nova experiência que não existiu, as lágrimas que não irão vir a tona na hora da despedida, o frio na barriga que não será sentido, o sorriso da volta que ficará guardado.. permanecem!
Uma próxima vez, talvez.

Mas o ''não era pra ser'', por favor, vá pro inferno!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Doçuras ou travessuras



E aí, qual a tua escolha? Eu já fiz a minha... Eu escolho a doçura!
De travessuras eu já estou cheia, estou cansada.
Cansada de brincadeiras, de joguinhos e de máscaras.
Sim, é legal, é divertido, mas cansa.
Cansa por que você quer algo real, você já está saturado de fantasias e de faz de conta.
De monstros e de bruxas.
Eu quero doce. Que seja doce.
Um sorriso doce, um olhar doce, um jeito doce.
Que contagie a vida inteira
e me faça entender de uma vez por todas que a vida não precisa ser assim, tão amarga.

:)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Se errar o sinal, está errado?



Sim meu anjo, está errado e muito errado.
Pense você, na sua conta bancária: 700 reais positivo, e um abençoado erra o sinal; 700 negativo.
Percebeu a diferença?!

Quantas e quantas vezes estamos errando o sinal. Quantas e quantas vezes confundem o nosso sinal. Quantas vezes erramos o sinal do outro.
Poxa, tu faz tanta coisa boa, anda na linha, faz as coisas certas, não mente, não fuma, não bebe, não trai, tira notas boas, trabalha e só compra o que realmente precisa.
No momento que você diz uma palavra a mais do que está acostumado a dizer, no momento em que faz algo que alguém não concorde, todas as tuas qualidades são jogadas diretamente no lixo.
Lixo esse, repleto de coisas boas, sentimentos verdadeiros que são deixados ao léu...
Como é triste quando os sinais são trocados, deixando sempre em evidência o negativo!
Ninguém no mundo é bom o suficiente pra definir o valor de uma pessoa, medir suas qualidades e defeitos.
Contudo, isso é feito o tempo todo por todo mundo...
Ninguém valoriza o que é bom, nossas virtudes e boas atitudes...
Condenam, julgam, falam (...) Sem saber o que se passa, sem perguntar o que aquela pessoa está sentindo naquele momento.
Fácil, muito mais fácil assim. Mas quando a vida te der um grande sinal errado, na sua prova final, não venha se queixar: ''só errei os sinais''...



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Amizade colorida...



Não falo da famosa amizade colorida, do amigo que curte a amiga e da amiga que quer ficar com o amigo...
Mas sim daquelas pessoas que tem o dom de dar muita cor aos nossos dias.
Amigos de verdade.
Não uma cor berrante e chamativa, do tipo ''laranja cheguei'' ou ''verde estou aqui'', mas uma cor constante, que não enjoa...
São cores que dão vida, cores que não desbotam.
Não desbotam independente da distância e do tempo... São cores que não se deixam apagar, estão ali sempre, incondicionalmente.
Aquelas que mesmo que você as veja todo dia, em diversos lugares e incontáveis situações, são as suas preferidas.
A tais cores, eu chamaria de amigos...
Cada um com sua particularidade: o amigo mais alegre, o mais fechado, o que fala bastante ou o que prefere ouvir, aquele parceiro pra sair, bem como aquele que prefere coisas como um filme engraçado pra dar muita risada.
Todos são únicos e inigualáveis.
Quão feio seria o mundo se existisse apenas uma cor, apenas um tom!
Assim são as pessoas, preenchem nossa vida cada uma com seu jeito, cada uma contribui da maneira que pode e com o que tem a oferecer.
Assim como, cabe a nós pensarmos na nossa condição de amigo, que cor estou sendo?
Que cor eu quero ser?
Quero ser uma cor que não é a mais bonita, a mais chamativa!
Mas uma cor sempre presente!

Feliz dia do amigo! Espero que sua vida esteja repleta das mais lindas cores! :D


sábado, 31 de março de 2012

Ouro de tolo;

Me pergunto se é apenas eu que tenho saudade de muita coisa que ainda não vivi.
Saudade de muita coisa que nem chegarei a viver.
Saudade de momentos que passaram tão rápido, como olhar estrelas em uma noite de verão. Momentos que não voltam... Mas que ao mesmo tempo são eternos.
Eternos ao ponto de me acompanharem todos os dias em meus pensamentos, em meus sonhos.
Mas... que eternidade é essa que se esvai a cada instante? Que escorre como areia por entre os dedos, que faz com que a vida pareça sem sentido, apenas um imenso corredor sem volta e sem destino...
Um dia após o outro, dias comuns, dias iguais, dias que sim (discordo do Jota Quest) ficarão para trás, como se não tivessem existido, como se apenas tivessem sido pensados, imaginados.
Se tudo está certo, se todas as coisas estão em seu devido lugar, por que o vazio? Por que a espera de algo que você nem sabe o que é? Por que a vontade de parar com tudo.. de desistir?
''Pare o mundo que eu quero descer..'' Nunca foi tão claro, nunca foi tão sábio.
É tanta gente chata, tanta gente sem graça, tanta gente que coloca como sentido de vida ter um carro melhor... se formar na faculdade, uma vida estável... Pra mim isso tudo é ouro de tolo.. pura pirita..
Eu quero meu ouro, ouro de verdade. Não imitação. Quero me sentir viva, mas viva de verdade, não a sobrevida, não a pacata vida de que muitos estão habituados, uma vida em que se aceita o sistema como é, não se questiona, apenas se aceita e vive (...) Uma vida em que tudo tem um explicação óbvia... é assim e pronto. Não, não é assim, aliás não se sabe como é, ninguém sabe de nada, é tudo relativo, é tudo uma mudança constante... o que é nesse segundo não é no próximo...
Pra sempre? Nada... Pra sempre me assusta... Tenho medo na verdade de algo que dure para sempre...
Será que não estou invertendo o ouro falso com o ouro verdadeiro? Não sei... Nunca vou saber e pra falar a verdade isso me cansa, desgasta... a dúvida constante do que é, do que não é, de onde vim, para onde vou, como acaba, o que tem depois.. cansa... mas é uma coisa que só vai acabar, quando o coração se aquietar...
Deu de divagações né Carol?! Hora de dormir ¬¬

''É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...''






sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

heart < head

E mais uma vez aqui, eu pensando sobre agir com o coração ou com a razão. Ah, quanta coisa seria diferente, quanta coisa que eu realmente quero e se agisse de acordo com meus sentimentos eu não deixaria para trás..
Tempos atrás me vi em tal situação, no momento agi por impulso, com emoção, com amor, com sentimento, sem colocar empecilhos. E aí veio o que acabou com a vontade de deixar esse músculo involuntário ficar no comando: a espera... a espera que deixa tempo ocioso para o cérebro começar a trabalhar...
Trabalho esse que me faz pensar na opnião dos outros, pensar na comodidade de deixar tudo como está, na opnião da família, nas fofocas... E acima de tudo deixar que o medo venha à tona. O medo de sofrer, de não conseguir se adaptar, de ser tudo como era antes ou de estragar essa falsa paz já estabelecida... Medo de ser julgada, de não ter tempo ou até mesmo de se machucar ainda mais.
Admito, sou covarde sim. Todos esses medos e pensamentos sufocam o impulso de agir pela emoção, de enfrentar o que quer que seja para ter aquilo que meu âmago quer, precisa... E é muito mais fácil então usar frases clichês, do tipo ''o que tiver de ser, será'', ''tudo que é meu volta'' ou letras de músicas como: ''vou deixar que o destino mostre a direção..'' e ''deixa a vida me levar, vida leva eu..''..
Confesso que as vezes paro e penso o que que estou fazendo da minha vida (que por sinal é curta, em vista do ano que estamos ;x) agindo dessa forma, deixando o que realmente importa pra depois.. Porém paro, penso e volto a fazer exatamente tudo igual.




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

2011..



Uma palavra para esse ano: nossa. E não, não é por causa da música super legal (y) do Michel Teló. Nossa por tudo que aconteceu, por tudo que eu aprendi, por tudo que eu mudei e por tudo que passei.
Nesse ano pude ver que sim, posso perder pessoas que eu pensava que estariam sempre do meu lado, principalmente nas horas mais difíceis. Com isso me tornei mais fria, mas com certeza muito mais forte e mais consciente de que nas horas difíceis é dentro de mim que vou encontrar as forças necessárias.
Percebi que coisas ruins, doenças e etc, não acontecem só na casa do vizinho. Podem acontecer na minha família, podem acontecer comigo. Com isso aprendi a dar mais valor para as pessoas que estão do meu lado e também como é bom se sentir útil em ajudar alguém que você tanto ama.
Aprendi também que a minha filosofia de ''esporte mata'' estava errada, que o meu coração pode reclamar a qualquer momento e também que é muito bom ouvir de um médico ''isso não é um melanoma''. Mudei, ahh como eu mudei. Não me pergunte se foi pra melhor ou para pior. Isso é muito relativo. Tudo aconteceu pq saí daquele meu mundinho em que estava habituada, conheci pessoas com opniões, crenças, pensamentos e muitas outras coisas diferentes de mim. Tudo isso foi acrescentando e me modificando, percebi que não sou dona da verdade e que ser todo o tempo como todos julgam que tenho que ser, cansa.
Também errei muito... Magoei pessoas que mesmo elas tendo feito o mesmo comigo, ter consciência do que eu fiz me deixa ainda muito triste. Errei em assumir coisas das quais eu sabia que não ia dar conta e em esquecer de muitas vezes me colocar no lugar do outro.
Peguei meu primeiro exame, riii muito, viajei, chorei, criei várias teorias com o Patrick Alves durante nossos trajetos até a UPF, li muito, chorei assistindo o último filme do Harry Potter com a Stéfany Biorchi, expressei meus sentimentos de uma forma que nunca tinha feito, me permiti escutar músicas que antes tinha preconceito e descobri que em determinados momentos são a melhor coisa para dançar e depois rir de mim mesma.
Através de um vídeo que a Vanessa Borelli me mandou, descobri a capacidade libertadora da palavra f***-se! haha e que sim, quando algo não tem solução é levantar a cabeça e seguir em frente. Descobri que o cara lá em cima está sempre comigo, mesmo muitas vezes eu esquecendo isso e tentando fazer as coisas apenas do meu jeito. Aprendi também a pedir desculpas e ver que muitas vezes não gostamos de alguém pelo fato dessa pessoa ser parecida conosco, né Fiama Vanz? ^^
Nem de longe esse foi um bom ano, mas também não foi mau. Foi um ano de muita experiência, um ano em que muuiiiita coisa ruim aconteceu e que está terminando de uma forma que eu infelizmente não esperava. Mas foi um ano que me deixou mais forte, mais capaz de enfrentar as coisas.
Que venha 2012, tenho muita coisa pra melhorar, muita coisa pra viver, muito o que estudar... E me desafio ano que vem, principalmente a deixar o mal humor de lado e levar a vida com mais leveza e mais sorrisos... Isso ainda é meio difícil pra mim, mas está aqui registrado que vou me comprometer com isso :P

#mais duas semanas pela frente, vamos ver se 2011 ainda consegue me surpreender e fazer com que eu escreva mais um texto antes desse ano acabar ;)

p.s.: foto dos sorrisos que me fizeeram sorrir nesse ano ;)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Efemeridade das coisas..


''Tudo passa
A dor, o amor e o pavor
O passo, o abraço e o laço
O riso, o choro e o cansaço''

Não há nada que me deixe mais intrigada que o tempo. Relógio, horas, segundos, relatividade, teorias. Há uns 9 anos atrás passei a ter consciência sobre a efemeridade das coisas, inclusive de nossa própria vida. Do nada, uma criança de dez anos, indo para sua aula na quarta série do fundamental, pensa: ''esse segundo que passou, nunca mais voltar''.
Desde então o tempo é o tema central da maioria dos meus pensamentos. Como pode passar tão rápido em determinada situação e em outra se estender? Ao mesmo tempo em que parece que nem existe, como se passado e futuro fossem apenas imaginação e só existisse o agora (que também é super vago). Eu sei, eu sei isso tudo é muito sem noção, talvez seja o horário da madrugada em que estou escrevendo isso ou talvez não.
Mas o fato é que tudo passa (até uva passa :P), aquele momento perfeito em que você gostaria de estar pra sempre, onde tudo ocupa seu devido lugar e que há sensação de plenitude. Aquela viagem que você esperava tanto, aquele encontro... Simplesmente, passou.
Porém parece que esquecemos que não são apenas as coisas boas que passam, as ruins também, contudo parecem se estender muito mais. Aquele problemão, aquela doença, aquela confusão e aquela espera angustiante... Passam igualmente.
Ah querido tempo, pudera eu te entender, pudera eu olhar pra tudo isso que está acontecendo em minha volta e pensar: ''é só questão de tempo..''














sábado, 10 de dezembro de 2011

#comofaz?


Em incontáveis situações nos deparamos com várias coisas em que não sabemos como proceder...
''O que eu faço com essa raíz quadrada?'', ''Como eu baixo um filme?'', ''Tem que derivar duas vezes?'', ''Em que ocasião eu uso o hífem?'', ''O que eu faço com a força resultante?'', ''Deixo ferver a massa por quanto tempo?'' (...) São casos em que a física, a matémática ou até mesmo nossa mãe nos diz o que temos que fazer.
Mas quem dera todas as coisas fossem simples assim...

#comofaz? Quando a saudade aperta e queremos a presença de alguém que já se foi.
#comofaz? Quando sabemos exatamente o que queremos, mas achamos que deveríamos querer outra coisa..
#comofaz? Quando o que é certo pro teu coração é errado pra todas as outras pessoas.
#comofaz? Quando se apaixona por alguém com muita coisa diferente de você.
#comofaz? Quando tem que ir contra opniões de pessoas importantes, sabendo que você pode estar errado, quebrar a cara e ter que ouvir depois: ''eu te avisei''..
#comofaz? Quando o medo parece ser maior que a coragem.
#comofaz? Quando algum amigo precisa de ajuda e você não tem o que fazer.
#comofaz? Quando tudo o que você queria era estar dentro daquele abraço e não pode.
#comofaz? Quando o sorriso te encanta e o jeito doce te tira a razão.
#comofaz? Quando você chega na metade da faculdade e acha que não era aquilo que queria.
#comofaz? Quando sabe exatamente no que aquilo vai resultar e mesmo assim insiste.
#comofaz? Quando você não consegue dizer não, mesmo se arrependendo depois.
#comofaz? Quando as pessoas acham que você tem tudo o que precisa para ser feliz e mesmo assim você sente que falta alguma coisa.

E aí, como faz? Você pode até me dizer sua ''receita'' pra tais situações, mas não adiantaria. Cada pessoa é um universo diferente, com experiêcias e sentimentos diferentes... Como agir, o que fazer... Nada disso tem uma receita pronta, mesmo uma situação acontecendo duas vezes com uma mesma pessoa vai ter um modo diferente de lidar com ela...
O fato é que são essas perguntas que nos fazem crescer como pessoas, que nos desafiam a pensar e refletir sobre o que acontece na nossa vida e o jeito é aprender, evoluir e tentar ser uma pessoa melhor.
E o importante disso tudo é saber que não se tem respostas pra tudo e ter humildade o suficiente para aceitar isso e viver bem mesmo assim :)




#comofaz pra passar em química? Vai estudar Caroline ¬¬

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ao grande mestre - Renato Heineck


Não é uma despedida, pois sabemos que continuará aqui nos visitando... É apenas um reconhecimento por tantos anos de dedicação. Poderíamos lhe agradecer por ter nos passado os conteúdos de uma forma dinâmica, de um modo animado...

Agradecer pelos vários lembretes de ‘’a unidade é o que vai na direita’’ ou ‘’vocês estarão aqui na frente professores’’ e tantos outros que tenho certeza que muitos de nós jamais esquecerão. Porém, não é isso que queremos...

Queremos agradecer o grande exemplo de determinação e de amor ao seu trabalho. Agradecer por nos ajudar a não sermos pessoas alienadas, a nos mostrar que sim temos um papel muito importante na educação e na vida das pessoas que teremos como alunos.

Em todos esses anos de trabalho, sabemos que cativou muitas pessoas para a física e para essa linda profissão de ensinar, mas não foi a física e nem os experimentos que fizeram isso... O que as cativou foi ver em você professor, uma pessoa realizada e feliz com o que faz, uma pessoa que faz a diferença e que não espera as coisas prontas, mas faz elas acontecerem, uma grande liderança que deixa marcas por onde passa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Encontro e separação -



Mais uma vez eu digo: amor é para os fortes, qualquer tipo de amor... E é preciso estar preparado (como?!), pois apesar de trazer muitas vezes sofrimentos, não há algo que mova mais o ser humano que esse sentimento de nome curto, com poucas letras.
Os pais e a proteção para com seus filhos, os amigos e sua cumplicidade, os apaixonados e a incerteza, a criança e seu bichinho de estimação... Quando nos permitimos amar e damos espaço no nosso coração pra tal sentimento, corremos riscos sim de nos machucar ao perder o nosso ser amado, mas como é difícil pensar nisso diante da sensação maravilhosa que é ter e sentir amor...
Em um trecho de um livro do Rubem Alves achei algo que se encaixa com essa dinâmica de amar:
''Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. E neste espaço o amor só sobrevive a algo que se chama fidelidade: a espera do regresso. Quem não pode suportar a dor da separação não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se possui, jamais. É evento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E, quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.''
Por mais dura que seja a ausência ela apenas faz com que o reencontro seja melhor e mais intenso.. e eu agora vou me reencontrar com a química, que era o que eu deveria estar 'amando' no momento --'

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Magia de ser real...


Durante o dia de hoje pensava em mim e nos meus sentimentos e em quem eu estou me tornando, mas não cheguei a nenhuma conclusão. De noite tive uma vontade imensa de recomeçar a ler, e peguei na biblioteca um livro da Martha Medeiros ''Cartas extraviadas e outros poemas'', abri e me deparei com o seguinte:

''te amei
como nunca amei nessa vida
e do final deste amor
restou uma mulher tão fria
que nem por ti mesmo
conseguiria sentir
o amor que senti um dia''

E conclusões começaram a surgir, justamente por que eu pensava sobre isso, a minha frieza. Eu não era assim, eu não sou assim. Sempre fiz questão de sentir acima de tudo, entregar meu coração realmente...
Então, entro no meu blog e mais uma coisa me chama atenção: ''Não existe outra magia além dessa, a de ser real...'' e uma pergunta incessante na minha cabeça: estou vivendo essa magia?
Não... Estou deixando de lado pelo simples medo, medo de quebrar a cara, medo de sofrer, medo do novo, medo daquilo que eu já conheço, medo de chorar e de me sentir vulnerável. Tenho muita razão em ter todos esses medos, um coração talvez já machucado e cansado demais.
Mas todos esses medos não justificam o descaso com os meus sentimentos, o fingimento que eles não existem e uma mentira insistente a mim mesma. Eu sei que tudo isso é apenas uma maneira de me proteger, uma certa atitude de 'auto preservação'. Mas o fato é que tais sentimentos existem e eles estão aqui sim, por mais que eu minta, por mais que eu fuja... Por períodos podem até parecer ter ido embora, desaparecido... Porém de repente surgem novamente com uma força violenta.
Quero ser real, quero viver essa magia. Quero saber administrar a 'violência' de tais sentimentos, quero ser quem eu era a um tempo atrás e também espero que essa frieza vá embora, pois não quero ser forte, não mesmo. Quero apenas ser feliz, sendo quem eu realmente sou.








sábado, 12 de novembro de 2011

O que realmente importa...

Hoje pensava sobre subjetividade... Aquilo que nos motiva, nos implusiona e nos dá prazer em viver. É o que nos transforma no que somos, o que faz com que tenhamos nossos ideais, princípios, a força que vem de dentro de cada um. O somatório de todas as experiências, positivas e negativas, um conjunto de tudo o que já se viveu...Enquanto me ocorriam tais pensamentos, também refleti sobre como anda a minha subjetividade... Estou a perdendo?
Acredito que essa perda é uma das que mais causam prejuízo a um ser humano. Perder a subjetividade é perder a própria identidade, perder a consciência sobre o próprio ser. Fazer as coisas mecanicamente e apenas através de estímulos externos, sem saber o por quê de tais ações.
Essa perda é fazer parte da teoria marxista que fala sobre a alienação do sujeito. É viver apenas em função de acumular mais dinheiro, mais bens. É deixar o que se tem, sobrepor aquilo que você é... É sair trabalhar todos os dias, apenas esperando pelo salário no fim do mês, sem prazer algum naquilo que faz.
Há muitas pessoas que não valorizam o que realmente importa... um abraço, o brilho no olho, a palavra sincera. Acreditam que podem comprar tudo, conquistar o que querem apenas com dinheiro, sem saber que é preferível morar embaixo da ponte, desde que se tenha amor. O que nos faz humanos de fato, é o encontro com o outro, são os sentimentos. Se isso não for levado em consideração não vivemos, apenas existimos.

Inspiração de hoje: Livro '' A Metamorfose - Franz Kafka''.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Saudade..


É
uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar". (Definição de saudade, segundo a wikipédia).

E qual a minha definição de saudade?
Para mim, é quando nossas memórias estão tão fortes e presentes, que tentam fugir de nossa mente, para se tornarem reais novamente. Mas acima de tudo saudade no meu ver são inúmeras situações... É quando não se consegue evitar o pensamento, o olhar na direção em que é possível encontrar, sentir o cheiro, lembrar o gosto, querer o carinho e o amor que se perderam. É não aceitar o fim, querer mudar, reviver, reaproximar... É se dar conta de tudo que jogou fora, que se perdeu. Valorizar.
Sentir aquele aperto no peito por não ter feito tudo que era possível, saber que poderia ter sido diferente, querer fazer o melhor agora e não poder. Querer de novo aquele colo, aquele sorriso e aquele beijo..
É sentir falta de tudo aquilo que não aconteceu. É tentar tratar com indiferença aquilo que ainda te fere e encomoda. É ver que tais sentimentos estão cada dia mais fortes e mais presentes.
É tentar inúmeras vezes colocar um ponto final e não conseguir.

''A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar.'' (Rubem Alves)

domingo, 30 de outubro de 2011

reencontro.




Eu dizia em um post anterior o quanto me sentia perdida, desgastada. Sim e realmente estava. Havia me esquecido de onde vem minha força, qual o meu refúgio e em quem eu me (re)encontro.
Ná música que postei na sexta-feira, do Coldplay, postei uma parte que me marca muito ''Ninguém disse que era fácil; Ninguém nunca disse que seria tão difícil''.
E realmente as coisas tem sido difíceis, não é fácil levar em frente o que escolhi pra mim, e de fato, nunca ninguém me disse que seria tão difícil correr atrás do que eu quero. Eu me assusto?Sim. Tenho medo? Muito.
Porém, quero fazer de todas essas dificuldades meu crescimento pessoal, quero superá-las e manter a calma, quando a vontade é jogar tudo para o alto. Quero ser persistente quando a minha vontade de desistir é maior que eu mesma. Quero acordar e fazer a escolha de como meu dia vai ser, pois sei que sou eu quem o constrói. Quero que minhas palavras se tornem atos e não se percam no tempo e no espaço.
Acima de tudo, quero Deus no meu coração, por que sei que não tenho capacidade alguma de amar a mim e os outros sem Ele, por que Ele é o próprio amor. Ele é essa energia que nos impulsiona a viver e a pensar sobre quem somos e o que faço aqui.
Quero ter amor, amor de verdade, que não me deixe pensar em recuar. Sim eu disse que queria sumir do mapa, desistir...
Quando observamos nossa vida de longe e a colocamos paralelas à história de outras pessoas, percebemos o quanto nossa vida é maravilhosa e o quanto somos abençoados.
Tive um reencontro, um reeencontro comigo mesma, um reencontro com o que mais dá significado a minha vida.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Tem uma hora que você para e pensa: 'cheguei no meu limite' e aí passa a ver que o teu limite vai bem além do que pensou. Mas em meio a tal situação é inevitável que você se desgaste, que se sinta cansado e perdido.
É assim que me sinto, cansada, perdida, desgastada. Hoje li em uma revista que um terremoto é algo muito assustador devido ao fato de tirar o que mais dá segurança as pessoas: seu chão, terra firme. Quando esse abalo sísmico que está minha vida vai fazer algum sentido? Quando vou entender as coisas como são realmente?
Sério, preciso de férias... Mas férias de tudo e de todos. Uma louca vontade de ir embora, desaparecer do mapa, sumir, partir de verdade.
Stress de sexta-feira? Dia tão venerado por muitos e detestado por mim... Pode ser.
Mas o fato é que quero desistir, cansei.



''Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard..''